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Medicina Indiana. Medicina hindu a base de ervas

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Medicina Indiana (também chamada de Ayurveda) é uma das mais antigas do mundo entre os sistemas médicos. Teve origem na Índia e lá tem evoluído ao longo de milhares de anos. Nos Estados Unidos, medicina indiana  é considerada complementar e uma medicina alternativa. Muitas terapias utilizadas na medicina indiana também são utilizadas em massagens, dietas e medicinas especializadas. Este artigo de sanissímo oferece uma visão geral da medicina indiana e sugere fontes de informação adicional.

Pontos-chave

     * O objectivo da medicina indiana é integrar e equilibrar o corpo, mente e espírito. Acredita-se que ajudam a prevenir doenças e promover bem-estar.
     * A medicina indiana utiliza uma variedade de produtos e técnicas para purificar o corpo e restabelecer o equilíbrio. Alguns destes produtos pode ser prejudicial se for utilizado indevidamente ou sem a orientação de um profissional treinado. Por exemplo, algumas ervas podem causar efeitos colaterais se interagir com medicamentos convencionais.
     * Antes de usar a medicina indina como tratamento, fale sobre o assunto com um médico especializado em medicina indiana.
     * Informe o seu prestadores de cuidados de saúde sobre quaisquer práticas complementares e alternativas que você usa. Dêem-lhes uma visão completa do que você faz para gerenciar a sua saúde. Isso ajudará a garantir cuidados seguros e coordenados.

O termo "Ayurveda" combina palavras do sânscrito ayur (vida) e veda (ciência ou conhecimento). Assim, Ayurveda significa "a ciência da vida".

Nos Estados Unidos, a medicina indiana ou Ajuvérdica é considerada um tipo de sistema médico. Tal como acontece com outros sistemas, que é baseado em teorias de saúde e doença e sobre as formas de prevenir, gerenciar ou tratar problemas de saúde.

A medicina indiana é vista por alguns como "holística". O equilíbrio da medicina indiana é acredita-se que conduz à felicidade e saúde, e ajuda a prevenir doenças. A medicina indiana também trata problemas físicos específicos e problemas de saúde mental., até mesmo problemas de queda de cabelo. O principal objectivo da medicina indiana é limpar o organismo de substâncias que podem provocar doenças, contribuindo assim para restabelecer a harmonia e equilíbrio.

Medicina Ajuvérdico na Índia
Medicamentos Ajuvérdicos, tal como a medicina praticada na Índia, é um dos mais antigos sistemas de medicina do mundo. Muitos conhecimentos da medicina indiana ou Ajuvérdica, como também suas práticas anteriores e registos escritos  foram proferidas de boca em boca. Dois livros antigos, escritos em sânscrito mais de 2000 anos atrás, são considerados os principais textos sobre medicina Ayurveda-Caraka Samhita e Sushruta Samhita. Os textos descrevem oito ramos da medicina Ayurveda:

     * Medicina interna
     * Cirurgia
     * Tratamento de doença de cabeça e pescoço
     * Ginecologia, obstetrícia e pediatria
     * Toxicologia
     * Psiquiatria
     * Cuidados a ter com os idosos e rejuvenescimento
     * Vitalidade sexual.

A medicina indiana continua a ser praticado na Índia, onde quase 80 por cento da população utiliza exclusivamente uma medicina convencional ou combinado com outros medicamentos convencionais. Também é praticado em Bangladesh, Sri Lanka, Nepal e Paquistão.

A maioria das grandes cidades na Índia tem uma faculdade de medicina indiana e um hospital Ajuvérdico. O governo indiano começou a investigação sistemática sobre práticas Ajuvérdicas em 1969, e o trabalho continua.

Utilização nos Estados Unidos
De acordo com o National Health Interview Survey 2007, que incluiu um levantamento da utilização da medicina alternativa pelos norte-americanos, mais de 200.000 adultos nos E.U.A tinha já utilizado medicina indiana ou medicamento Ajuvérdico.

Conceitos subjacentes
A medicina indiana tem várias bases fundamentais que dizem respeito à saúde e à doença. Estes conceitos têm a ver com a interconectividade universal, a constituição do corpo (prakriti), e da força da vida (doshas).

Interdependente. Idéias sobre as relações entre as pessoas, sua saúde, e o universo formam a base para fazer os praticantes da medicina indiana pensarem sobre os problemas que afetam a saúde. A medicina indiana detém:

     * Todas as coisas no universo (vivas e não vivas) estão unidas.
     * Todo o ser humano contém elementos que podem ser encontrados no Universo.
     * A saúde será boa se a mente e o corpo estão em harmonia, e uma interação com o universo é natural e salutar.
     * Doenças surgem quando uma pessoa está fora de harmonia com o universo. Perturbações podem ser físicas, emocionais, espirituais, ou uma combinação destes.

Constituição (prakriti). A medicina indiana também tem crenças específicas sobre a  constituição do corpo. A constituição refere-se a uma pessoa da saúde geral, a probabilidade de se tornar fora de equilíbrio, e a habilidade de resistir e recuperar de doença ou outros problemas de saúde.

A constituição é a chamada prakriti. O prakriti é uma combinação singular de características físicas e psicológicas da pessoa e da forma como o corpo funciona para manter a saúde. Ela é influenciada por fatores como a digestão e como o corpo lida com resíduos de produtos. O prakriti acredita-se que uma pessoa possa ser inalterada ao longo da vida.

Força da vida (doshas). Importantes características da vida são as três forças ou energias chamados doshas, que controlam as actividades do organismo. Uma pessoa que tem chances de desenvolver certos tipos de doenças relaciona-se com a forma como doshas são equilibrados, o estado do corpo físico, mental ou fatores vitais.

A medicina indiana possui as seguintes crenças sobre os três doshas:

     * Cada dosha é composta de dois dos cinco elementos básicos: éter (superior a regiões do espaço), ar, fogo, água e terra.
     * Cada dosha tem uma relação especial com as funções corporais e pode ser rompido por razões diferentes.
     * Cada pessoa tem uma combinação única dos três doshas, embora um dosha é geralmente proeminente. Doshas estão constantemente a ser formados e reformados pelos alimentos, atividade física e processos.
     * Cada dosha tem suas próprias características físicas e psicológicas.
     * O desequilíbrio de um dosha irá produzir sintomas que são únicos para esse dosha. Desequilíbrios podem ser causadas por uma pessoa da idade, insalubre estilo de vida, ou dieta; demasiado ou demasiado pouco esforço físico e mental, as estações do ano; ou inadequada protecção contra as intempéries, produtos químicos, ou germes.

Os doshas são conhecidas pelos seus nomes originais sânscrito: Vata, Pitta e kapha.
O dosha Vata combina os elementos éter e ar. É considerado o mais poderoso, porque ele controla o dosha de processos básicos no organismo, como a divisão celular, o coração, respiração, descarga de resíduos, e da mente. Vata pode ser agravada, por exemplo, medo, tristeza, ficar até tarde da noite, comer frutas secas, ou comer antes que a refeição anterior seja digerida. Pessoas com Vata são especialmente sensíveis com a pele e condições neurológicas, artrite reumatóide, doença cardíaca, ansiedade e insônia.

O dosha Pitta representa os elementos fogo e água. Pitta controla hormônios e o sistema digestivo. Uma pessoa com um desequilíbrio Pitta pode experimentar emoções negativas tais como raiva e pode ter sintomas físicos, tais como azia dentro de 2 ou 3 horas depois de comer. Pitta é perturbado, por exemplo, comer alimentos picantes ou azedo, fadiga, ou gastar muito tempo no sol. Pessoas com uma constituição predominantemente Pitta são suscetíveis a hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças infecciosas, tais como condições digestivas e doença de Crohn.

O kapha dosha combina os elementos água e terra. Kapha contribui para manter a solidez e a imunidade e para controlar o crescimento. O desequilíbrio do dosha kapha pode causar náuseas logo após comer. Kapha é agravada, por exemplo, por ganância, dormir durante o dia, comer muitos doces, comer demaziadamente, comer e beber alimentos e bebidas com muito sal e água (especialmente na primavera). Aqueles com um kapha predominante são vulneráveis à diabetes, cancêr, obesidade e doenças respiratórias como a asma.

Tratamento
O tratamento com medicina indiana é adaptado para cada pessoa. Praticantes esperam pacientes a ser participantes activos porque muitos tratamentos Ajuvérdico requerem mudanças na dieta, estilo de vida e hábitos.

O dosha do paciente em equilíbrio. O Ajuvérdico praticante determinar primeiro o dosha primário do paciente e o equilíbrio entre os três doshas por:

     * Perguntar sobre alimentação, comportamento, estilo de vida prática, últimas doenças (incluindo as razões e sintomas), e resiliência (capacidade de recuperar rapidamente da doença ou retrocessos)
     * Observar as características físicas, tais como os dentes e língua, pele, olhos, peso e aparência geral
     * Verificação urina do paciente e também as fezes, fala e voz, e de pulso (cada dosha tem uma espécie particular de pulso).

Tratamento e práticas. Ajuvérdico tratamento metas incluem eliminar impurezas, reduzindo os sintomas, aumentar a resistência à doença, e a redução crescente da preocupação e aumentar harmonia na vida do paciente. O praticante utiliza uma variedade de métodos para alcançar essas metas:

     * Eliminar impurezas. Um processo chamado panchakarma visa purificar o corpo, eliminando ama. Ama é descrito como um alimento que não digerido varas os tecidos, interfere com o funcionamento normal do organismo, e leva a doença. Panchakarma centra-se em eliminar a ama, através do aparelho digestivo e do sistema respiratório. Enemas, massagens, óleos medicinais administrado em um spray nasal, e outros métodos podem ser utilizados.
     * Reduzir os sintomas. O médico pode sugerir várias opções, incluindo exercícios físicos, alongamentos, exercícios respiratórios, meditação, massagem, deitar ao sol, e alterar a dieta. O paciente pode tomar certas ervas, muitas vezes com mel, para torná-los mais fáceis de digerir. Às vezes dietas são restritas a determinados alimentos. Quantidades muito pequenas de minerais metálicos e preparações, como o ouro ou de ferro, também pode ser dada.
     * Aumento da resistência à doença. O praticante pode combinar várias ervas, proteínas, sais minerais e vitaminas em tónicos para melhorar a digestão e aumentar o apetite e imunidade. Estes tónicos são baseados em fórmulas de textos antigos.
     * Reduzir a crescente preocupação e harmonia. Ajuvérdico medicina enfatiza nutrir a mente e o espirito podel curar. Praticantes podem recomendar a evitar situações que causam preocupação e utilizando técnicas que promovam a libertação de emoções negativas.

Uso de plantas. Os tratamentos Ajuvérdicos dependem fortemente ervas e outras plantas, incluindo óleos e especiarias comum. Atualmente, mais de 600 plantas e 250 fórmulas únicas estão incluídos na "farmácia" da medicina indiana. Historicamente, a medicina indiana tem compostos de ervas agrupados em categorias de acordo com os seus efeitos (por exemplo, cura, promovendo vitalidade, alívio ou dor). Os compostos são descritos nos textos emitidos por entidades médicas nacionais na Índia. Às vezes, botanicos estão misturados com metais ou outras substâncias naturalmente presentes para fazer fórmulas preparada de acordo com procedimentos específicos Ajuvérdico que os preparativos envolvem várias ervas e extratos de ervas e precisam de tratamento térmico.

Massagem
Na Índia existem mais de 150 cursos de pós-graduação e 30 faculdades de medicina Ayurveda. A formação pode demorar 5 anos ou mais. Os estudantes que recebem os sua formação em medicina indiana na Índia ganham o título de bacharel (Bachelor of Ayurvedic Medicine and Surgery, BAMS) ou doutor (Doutor em Medicina e Cirurgia Ajuvérdico, DAMS) . Após a formatura, alguns profissionais Ajuvérdicos escolhem a prestação de serviços nos Estados Unidos ou outros países.
A medicina indiana no Brasil
No Brasil existem alguns profissionais deste setor. Você também pode encontrar medicamentos a base de ervas elaborados por médicos com doutorado em medicina indiana na internet como por exemplo no web site www.erbolab.com. Os medicamentos são enviados diretamente da farmácia indiana e levam cerca de 20 dia para chegar na sua casa.

A prática da medicina indiana envolve o uso de medicamentos que normalmente contêm ervas, metais, minerais, ou outros materiais. Funcionários da saúde na Índia e outros países têm tomado medidas para resolver algumas preocupações sobre esses medicamentos. As preocupações dizem respeito à toxicidade, formulações, interações, e as provas científicas.

Emprego das plantas aromáticas desde as antigas civilizações até o presente

terça-feira, 17 de abril de 2012

1
O EMPREGO DAS PLANTAS AROMÁTICAS DESDE AS
ANTIGAS CIVILIZAÇÕES ATÉ AO PRESENTE
Prof. A. Proença da Cunha email:-pdacunha@ci.uc.pt - site: http://antoniopcunha.com.sapo.pt
1 - POVOS PRIMITIVOS
Desde os primórdios da humanidade, que a maioria dos historiadores
reportam ao Paleolítico, o primeiro dos três períodos em que se subdivide a
idade da pedra lascada, o homem sempre dependeu das plantas para a sua
existência, ao utilizá-las como alimento, medicamento, construção de
abrigo, no aquecimento, etc.
Por comparação com outras sociedades sem escrita que existem na
actualidade, pode-se inferir de como seriam esses povos primitivos onde
crenças e ritos mágicos imperavam a par da utilização das plantas. As
plantas aromáticas rapidamente foram associadas aos rituais sagrados
essencialmente devido à intensificação do seu odor ao serem queimadas.
Com efeito, os primeiros habitantes do planeta queimavam plantas de
odor agradável para pedir protecção aos bons Deuses, constituindo, as de
perfume desagradável, um meio de afugentar os animais, os inimigos ou
para afastar os Deuses maléficos. Aos aromas, sempre foi associada a ideia
de purificação. As plantas aromáticas empregues como oferendas, sempre
serviram para relacionar o homem com os Deuses, particularmente em
momentos difíceis e perigosos, como o nascimento, uma viagem, uma
guerra ou até mesmo na morte.
O registo mais antigo que se conhece sobre a sua utilização, foi
encontrado num túmulo do Neolítico (entre 5000 e 2500 anos A.C.) no qual
se encontraram vestígios de um homem envolvido em plantas aromáticas,
identificadas por restos de grãos de pólen.
Estimado em cerca de 40000 anos a existência dos Aborígenes do
continente Australiano, estes, cedo se aperceberam da utilidade das plantas
aromáticas ricas em cineol, tais como os eucaliptos e as melaleucas, em
particular a Melaleuca alternifolia, motivo por que sempre as usaram,
vindo a terapêutica moderna a reconhecer o seu valor.
É interessante referir que, já 5000 anos antes da nossa época,
possivelmente se destilavam plantas aromáticas, pois no Paquistão foi
descoberto um alambique em terra cozida, que foi datado como sendo
desse período.
O nome “Perfume”, que está associado às plantas aromáticas, deriva
da palavra latina “per fumum” ou “pro fumum”, que significa “pelo fumo”,
o que vem demonstrar o modo mais antigo de aplicação das plantas
aromáticas, feito pela combustão desses materiais que assim criavam um
ambiente apropriado para uma dada cerimónia.
2
Durante séculos, centenas de culturas desenvolveram actos
simbólicos e religiosos, onde plantas aromáticas raras e resinas aromáticas,
queimadas nos altares dos templos, eram oferecidas como sacrifícios, em
busca de favores dos Deuses. Com este objectivo eram utilizadas, entre
outras, o sândalo, a casca de canela, as raízes de cálamo, o cedro do
Líbano, bem como substâncias resinosas como a mirra, o incenso e o
benjoim.
Com o passar dos anos as plantas aromáticas passaram a fazer parte
de técnicas de prevenção e de tratamento das doenças, principalmente de
feridas e contusões, como mostram documentos chineses e indianos com
mais de 5000 anos.
2 - CIVILIZAÇÕES DO ORIENTE
A China e a Índia foram duas civilizações onde as plantas aromáticas
tiveram um grande emprego. Para além do seu uso na prevenção das
doenças por intermédio de fumigações, elas eram utilizadas como
medicamentos e, ainda hoje, a medicina chinesa as emprega com bons
resultados.
Na China estabeleceu-se um sistema terapêutico baseado
essencialmente em duas forças, o Yang e o Yng, inicialmente traduzindo o
claro e o escuro, mas depois alargado a todas as situações em que haja
sistemas que se opõem. No homem o equilíbrio entre essas duas forças
significa saúde, havendo doença quando há predomínio de uma sobre a
outra. Mais tarde, durante a dinastia Song (960-1279) foi aceite um outro
sistema, a dos cinco elementos (água, metal, terra, fogo e madeira) no qual
se enquadravam numerosos produtos vegetais (ópio, ruibarbo, canela, entre
outros), cuja acção estava relacionada com um dos cinco elementos.
Na medicina chinesa, é célebre a obra denominada Pent-Sao
constituída por vários livros onde existem referências a numerosas plantas,
muitas delas aromáticas e que ainda hoje são usadas com bons resultados.
O continente indiano é uma das regiões mais ricas em plantas
aromáticas. A Índia é o país onde o manjerico cresce espontâneo e onde é
considerado como sagrado. Há cerca de 3000 anos Rig-Véda e
Suçrutasamhitã indicaram numerosas fórmulas para banhos e massagens
onde entravam a canela, o cardamomo, o coentro, o gengibre, a mirra, entre
outras plantas aromáticas.
No mesmo período, a Índia tornou-se famosa pelo seu sândalo e por
uma variedade de flores como a rosa e o jasmim. A madeira de sândalo era
usada, normalmente, na entrada dos edifícios importantes, para que o vento
pudesse espalhar o seu perfume pelas salas.
3
Desenvolvimento muito similar foi ocorrendo no Egipto.
No antigo Egipto faraónico a Mitologia estava presente nas relações
homem, doença e tratamentos. Thot era considerado como o deus fundador
da Medicina, tendo-a ensinado aos sacerdotes. A deusa Isis seria, para além
de protectora das mulheres e das crianças, também da cultura das plantas
medicinais e aromáticas.
Acreditava-se que a origem das doenças resultavam de castigos
enviados pelos deuses por faltas que o homem tinha cometido, pelo que
inicialmente a Medicina era exercida só pelos sacerdotes que tentavam
acalmar os deuses à custa de preces, sacrifícios e fórmulas mágicas onde
entrariam as plantas e outros produtos naturais. Posteriormente, dá-se uma
especialização em três grupos: o dos sacerdotes (Profetas e Pastoforos) que
estabeleciam a ligação entre os deuses e o doente, obtida com rituais
religiosos e administração de medicamentos; os médicos, não religiosos que
só administravam medicamentos; e os feiticeiros que utilizavam,
essencialmente, práticas sobrenaturais.
Registos do antigo Egipto com mais de 4500 anos A.C. já referem o
uso de substâncias balsâmicas, óleos perfumados, cascas e resinas
aromáticas, especiarias, bem como vinagres, vinhos e cervejas aromáticas
na medicina, liturgia, astrologia e embalsamamentos.
A tradução de hieróglifos inscritos em papiros e estelas no templo de
Edfu mostram que muitos produtos aromáticos eram usados pelos
sacerdotes e alquimistas para a preparação de perfumes, segundo fórmulas
próprias.
Num documento escrito, o famoso papiro decifrado em 1873 pelo
egiptólogo alemão Georg Ebers, existe a seguinte afirmação introdutória:
“Aqui começa o livro relativo à preparação dos remédios para todas as
partes do corpo humano”. Provou-se que o papiro de Ebers representa o
primeiro tratado médico egípcio conhecido, da primeira metade do século
XVI antes da era cristã, em que parte do seu texto, é destinado ao
tratamento das doenças internas e, a restante, dá indicações sobre a
constituição dos medicamentos a empregar, muitos dos quais são plantas
aromáticas.
Fragmento do papiro de Ebers
4
Outros papiros foram descobertos e decifrados, tais como o de Edwin
Smith de 1550 A.C., o de Ramesseum elaborado por volta de 1900 A.C., o
de Londres composto por volta de 1350 A.C., e muitos outros, todos de um
modo geral incluindo indicações sobre o uso de plantas medicinais e
aromáticas em práticas médicas.
Embora a medicina egípcia se apoiasse, muito, em elementos mágicos
e religiosos, sabe-se que já eram utilizadas muitas plantas aromáticas, tais
como a angélica, a artemísia, o anis, a alcaravia, os cominhos, o funcho, a
verbena o zimbro, o almíscar, este, empregue primeiramente na medicina e
depois, em perfumes. A planta aromática camomila estava ligada ao deus
Sol, sendo usada no caso de febre ou de queimaduras solares.
No Egipto queimavam-se plantas aromáticas nos lares e cobria-se o
soalho com as suas folhas com o fim de perfumar o ambiente, porém,
possivelmente, o uso mais conhecido de perfumes e flores foi o sedutor
tapete de pétalas de rosas de Cleópatra, que se diz que tinha 30 centímetros
de grossura.
As plantas aromáticas eram também usadas a nível doméstico: as
almofadas e os colchões eram cheios com pétalas de rosas, a que muitas
vezes se juntava estróbilos de lúpulo, tanto pelo seu efeito relaxante como
pela suavidade que criavam. O alecrim também era usado para tirar dores
de cabeça, sendo empregues as sumidades floridas de plantas aromáticas
debaixo das almofadas das crianças para terem sonos sossegados.
No Egipto entre 3000 e 2000 anos A.C., já se obtinham os óleos
essenciais de modo rudimentar. Os médicos dessa época já os utilizavam
para tratar os doentes, mas principalmente em práticas mágicas.
Os vinhos aromáticos eram usados pelos efeitos anestésicos. As
fumigações aromáticas já eram empregues para desinfectar e como
remédio. Infusões de gomo-óleo-resinas em óleos faziam parte de
unguentos usados com as mesmas finalidades.
Os gálbulos do zimbro e as cascas das caneleiras eram correntemente
usados depois de maceradas em óleos vegetais, sob a forma de unguentos
ou em vinho, após maceração neste.
Os sacerdotes egípcios já empregavam um método de extracção de
compostos aromáticos, depois aperfeiçoado em França e denominado
enfleurage, que consistia em saturar grãos de sementes de sésamo com o
odor de pétalas e plantas aromáticas. De notar que esta técnica, ainda hoje,
é usada em algumas regiões da Índia.
Os Egípcios deram uma atenção especial aos óleos essenciais,
utilizando-os na sua vida diária com fins curativos, em cosméticos e
também a par de outros produtos aromáticos.
Um dos perfumes, mais usado, era o Kyphi, uma mistura de dezasseis
diferentes óleos essenciais, normalmente usado em cerimónias religiosas.
5
Plutarco (45-120 ?), filósofo e prosador grego do período greco-romano,
escreveu que “O cheiro deste perfume penetra no corpo pelo nariz. Faz-nos
sentir bem e relaxados, a mente divaga e sentimo-nos num estado sonhador
de felicidade como estivéssemos a escutar uma música deliciosa”. O Kyphi,
ao contrário das drogas depressoras, provoca no indivíduo uma acção
estimulante e consciente. Por este motivo, os sacerdotes e os faraós
inalavam-no, frequentemente, quando estavam em meditação, estando esta
prática registada em muitas inscrições. Cada faraó e sua família tinham um
número diferente de perfumes para serem usados consoante o momento do
dia e para ocasiões especiais. Por exemplo havia um perfume para a guerra
que estimularia sentimentos agressivos, enquanto outro era para a
meditação ao provocar tranquilidade e introspecção.
O lótus, com uma flor de odor agradável, crescendo em abundância
nas margens do Nilo, tornou-se a flor sagrada do Egipto. Outras flores,
como a orquídea azul, eram importadas de diversos países, alguns bem
distantes como a Índia e China. Isto deu origem a um importante comércio
que se intensificou no reinado da rainha Hatshepsut (provavelmente no
período entre 1490 e 1468 A.C), a única mulher faraó. Com efeito, ela
adorava os perfumes e incentivou o uso dos cosméticos e a intensa
maquilhagem dos olhos.
Normalmente centenas de toneladas de plantas aromáticas eram
transformadas em perfumes, principalmente óleos perfumados que eram
queimados nos templos. Cada deus e cada deusa tinha o seu próprio
perfume; a artemísia para Ísis, marroio para Horus, manjerona para Osíris e
quando os faraós queriam alcançar algum favor ou agradecer-lhes pelos
bons resultados de uma guerra, queimavam esses óleos em seu louvor.
Também é de assinalar o uso que faziam das plantas aromáticas na
cozinha. Adicionavam alcaravia, coentros e anis ao pão de painço e cevada
para o tornar mais agradável e de melhor digestão. A hortelã, a manjerona e
a salsa eram largamente usadas. A cebola entrava em grande quantidade na
alimentação. O alho era muito usado para evitar as doenças e afastar as
epidemias. A tradução de uma inscrição na pirâmide de Queóps, construída
cerca de 4500 anos A.C., refere que todas as manhãs cada escravo
trabalhando na construção civil recebia do seu senhor uma cabeça de alho
para lhe dar força e boa saúde.
Foram exímios na arte do embalsamamento no qual usavam
especiarias como o cravinho, a canela e a noz-moscada, também a mirra, o
incenso, o gálbano e outras resinas aromáticas na mumificação dos mortos,
com vista à sua preservação para a eternidade. Vestígios desses produtos
aromáticos já foram identificados nas ligaduras das múmias.
6
Na Mesopotâmia, região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates,
no Oriente Médio, desde o Neolítico se desenvolveram várias civilizações
(sumérica, assírica e babilónica) que assentavam ser o homem criado pelo
deus Marduk, que seria, com outros deuses, responsável pelo bem-estar do
homem e, por tanto, pela sua saúde ou doença. Os deuses estavam
acompanhados de génios do bem ou do mal que directamente intervinham
conforme a sua influência na saúde ou na doença. Uma desobediência a uma
regra instituída podia atrair os génios do mal, mas também os feiticeiros
com determinados ritos e exorcismos teriam capacidade de originar, para
uma pessoa saudável, a doença.
Nestas civilizações, embora já a cirurgia fosse praticada, o
curandeiro-feiticeiro, já com características sacerdotais nítidas, usa
numerosos produtos naturais onde predominam as plantas, mas sempre com
ritos mágicos, pois sem estes, elas não actuariam.
Consideram-se como primeiros documentos escritos, por ordem do
rei assírio Ashurbanipal, dados das civilizações suméricas e babilónicas, que
nos dão a conhecer o modo como era a terapêutica desse tempo. As
inscrições em caracteres cuneiformes gravadas em várias placas de barro,
datando algumas mais de 3000 anos antes da era cristã, encontram-se
conservadas, actualmente, no “British Museum” de Londres. Nessas placas
existem grande número de informações, muitas delas escritas por ordem do
referido rei assírio, sobre as plantas medicinais e aromáticas usadas
(açafrão, heléboro, ópio, rícino, linho, mandrágora, etc.) e também sobre a
sua cultura e transformação em medicamentos à custa de certas operações
farmacêuticas ainda hoje empregues (expressão, filtração, maceração,
digestão) conducentes a formas farmacêuticas tais como pomadas,
unguentos, emplastros e pílulas.
De referir que no conhecido Código de Hamurabi, do rei babilónico
que reinou de 1728 A.C. até à sua morte em 1.686 A.C., contendo
essencialmente legislação, há referências a muitos fármacos vegetais como
o ópio, o meimendro, o gálbano, a assafétida, e outras plantas aromáticas.
Esse Código está inscrito num monólito, em três alfabetos distintos, hoje
exposto no Museu do Louvre, em Paris.
Entre 1974 e 1975 foi descoberta a biblioteca do palácio real de Ebla
(Síria) com cerca de 20.000 placas de argila, muitas das quais com
informação sobre o emprego de plantas em tratamentos usados nessa época.
São os Persas considerados como os inventores de um aparelho de
destilação, que segundo Avicena, Ibn Sina seria o primeiro a obter um óleo
essencial puro a partir da Rosa centifolia. Sendo este investigador
denominado, mais tarde, como o “Príncipe dos médicos”, pois escreveu
mais de cem obras médicas onde são feitas referências a numerosas plantas
aromáticas.
7
Os Hebreus empregavam as plantas aromáticas principalmente nas
cerimónias religiosas. Na Bíblia encontram-se inúmeras referências de
plantas usadas como medicamento, de entre as quais se destacava o
hissopo, que devido à pinocanfona teria uma acção mucolítica. Este, era
considerado como uma planta aromática miraculosa e purificadora, a par do
ouregão sírio (Origanum syriacum carvacroliferum).
3 - CIVILIZAÇÕES GREGA E ROMANA
Em relação a civilizações mais recentes, um contributo importante é
dado pelos povos helénicos, que não só receberam dos persas muitos
produtos aromáticos, como tiveram grandes médicos como Hipócrates
(460-370 A.C.), considerado o ”Pai da Medicina”. Este, nos livros
“Aforismos” que lhe são atribuídos, indica o interesse dos banhos
aromáticos com anis, cominhos, incenso, mirra, tomilho, etc, no tratamento
de doenças da mulher.
Os Gregos foram os maiores consumidores de produtos odoríferos
naturais, tendo sido escritas inúmeras obras, onde não só eram descritas as
propriedades, como havia indicações sobre os melhores locais onde se
podiam obter essas plantas.
Galeno, a quem se ficou devendo algumas das formas farmacêuticas
precursoras das que ainda hoje são usadas, e Teofrasto, que com a sua obra
“História das plantas”, deixa descrições botânicas muito precisas,
acompanhadas de indicações sobre efeitos tóxicos e propriedades curativas
foram importantes para a terapêutica. Teofrasto no livro “Tratado dos
odores” desenvolve o valor terapêutico dos perfumes, fazendo
considerações sobre o tipo de perfume que melhor se coadunava para
embelezar uma dada parte do corpo da mulher. Contudo, quem
posteriormente se destaca no campo das plantas medicinais e aromáticas é
Pedanius Dioscórides (40-90 da era cristã), que, ao acompanhar os
exércitos romanos na Península Ibérica, no Norte de África e na Síria,
recolhe abundante informação sobre plantas dessas regiões. Escreve o
tratado “De Materia Medica” que representa um marco histórico no
conhecimento de numerosos fármacos, muitos dos quais ainda hoje são
usados. Nele, se descrevem cerca de 600 produtos de origem vegetal,
animal e mineral, com indicações sobre o seu uso médico. Foi tal a
projecção da obra de Dioscórides que, tendo sido escrita no ano 78 da
nossa era, passa a ser usada, como guia de ensino, no mundo romano e no
árabe, continuando em vigor até finais da Idade Média, pois ainda no
século XV, são feitas cópias em latim dessa obra.
Plínio, no livro XIII da sua “História natural” descreve,
essencialmente, vegetais produtores de óleos essenciais.
8
Em Atenas, na luta contra as epidemias, queimavam-se várias plantas
aromáticas, tais como a alfazema, o alecrim, o hissopo e certamente muitas
outras.
Uma outra característica dos gregos foi o uso de óleos aromatizados
que eram aplicados em massagens conforme o fim em vista (acção
estimulante, sedativa, etc.).
Os Romanos beneficiaram muito dos conhecimentos gregos quanto à
aplicação dos perfumes e dos óleos aromatizados que normalmente eram
aplicados após o banho.
Acreditavam nas virtudes dos banhos aromatizados com plantas, que
usavam para restaurar o vigor sexual e diminuir os efeitos do vinho tomado
em excesso.
Três séculos após Hipócrates, Asclépiade, amigo íntimo de Cícero,
estava usa um novo método de tratamento, associando à massagem
aromática a música como adjuvante dessa terapêutica.
4 - CIVILIZAÇÃO ÁRABE
Os Árabes interessaram-se muito pela química, tendo desenvolvido,
muito especialmente, a destilação das plantas aromáticas. Ainda há poucos
anos em Portugal se usava o alambique em cobre, de origem árabe, na
destilação dos mostos vinícolas.
Os Árabes ao dominarem, a partir do século VIII, o comércio do
oceano Índico e os caminhos das caravanas provenientes da Índia e da
África, tiveram acesso a muitas das plantas dessas regiões, tais como o
ruibarbo, a canforeira, o sândalo, a noz moscada, o tamarindo e o cravinho.
Ilustração árabe sobre a preparação de medicamentos
9
Um dos escritores árabes que veio a ter maior influência na sua
época foi Avicena (980-1037) ao escrever o “Cânon”, uma compilação
anotada dos livros de Galeno. A sua obra é metódica e clara, vindo a ser
seguida pela medicina bizantina, árabe, judia e latina mediaval.
De destacar, no século XIII, o célebre médico árabe Ibn Al Baitar,
de Granada, que na sua enciclopédia médico-botânica “Corpus simplicium
medicamentarium” incorpora os conhecimentos clássicos e a experiência
árabe, caracterizando mais de 2000 produtos, dos quais cerca de 1700 são
de origem vegetal.
5 – IDADE MÉDIA E RENASCIMENTO
A Idade Média é uma época caracterizada pela preparação de modo
misterioso de unguentos maravilhosos por meio de fórmulas mágicas.
Eram considerados como produtos vegetais mágicos, de entre outros. as
plantas aromáticas a arruda e até o alho. É de salientar o esforço exercido,
em prol da saúde, pelas Ordens Religiosas, pois muitos dos seus membros
utilizavam, criteriosamente, os conhecimentos greco-latinos sobre o
emprego das plantas medicinais, que cultivavam junto aos mosteiros.
Efectivamente houve, por parte das Ordens Religiosas, um esforço enorme
na tradução para o latim de muitíssimas obras árabes de medicina até ao
século XIII. Igual interesse foi posto na tradução das obras de Hipócrates e
de Galeno para o latim.
Oficina de Farmácia na Idade Média
De destacar o ensino de medicina feito no Mosteiro de Santa Cruz
em Coimbra. Nele se forma S Frei Gil de Santarém (1115 ou 1187-1265) a
quem se atribui um receituário que incluía muitas plantas aromáticas
(arruda, funcho, losna etc.). Pelo Mosteiro passa Pedro Julião (1205-1277)
que depois estuda em Paris onde é conhecido por Pedro Hispano, médico
notável que ascendeu ao papado com o nome de João XXI e a quem se
atribui a obra “Thesaurus Pauperum” onde são referidas muitas plantas
10
aromáticas orientais tais como o cálamo-aromático, o cravinho, o gengibre,
a canela, a noz-moscada, o sândalo, a zedoária, entre outras.
Com o Renascimento, o charlatanismo e o empirismo da medicina e
da farmácia da Idade Média, cedem lugar, pouco a pouco, à
experimentação, ao mesmo tempo que vão sendo introduzidos na
terapêutica novos fármacos, com a chegada dos nossos antepassados à
África, à Índia e ao Brasil e, dos espanhóis, aos outros países da América
do Sul.
É certo que a divulgação desses fármacos foi lenta, embora toda a
Europa estivesse ansiosa de os conhecer melhor. Nesse sentido, o
contributo dos portugueses foi notável, pela variedade e abundância de
informação que divulgaram.
Nas naus seguiam muitas vezes físicos (médicos) e boticários a quem
se ficou devendo muita dessa informação. Infelizmente, esta, ao ser
considerada segredo de Estado, não era divulgada. Isto aconteceu com o
boticário Tomé Pires, que tendo sido enviado à Índia em 1511, como
“feitor e veador das drogarias”, remete uma carta, em 27 de Janeiro de
1516, ao rei D. Manuel I, onde relata a origem geográfica e as aplicações
de muitas drogas usadas nessas paragens, mas que só trezentos anos depois
foi conhecida.
Nesta época, quem, destacadamente, se notabilizou foi Garcia de
Orta, que depois de ter permanecido na Índia mais de trinta anos, imprime
em Goa, em 1563, os “Coloquios dos simples, e drogas he cousas
mediçinais da Índia, e assi dalguas frutas achadas nella onde se tratam
alguas cousas tocantes amedicina, pratica, e outras cousas boas, pêra
saber ”. Livro escrito em forma de diálogo entre o Doutor Ruano, que
simboliza o médico da época e o Doutor Orta, no qual Garcia de Orta põe a
sua própria opinião apoiada na observação e na sua experiência pessoal,
esclarecendo certos pontos polémicos de obras anteriormente publicadas,
corrigindo e dando mesmo indicações, com invulgar exactidão, sobre certos
fármacos até aí nunca descritos.
A divulgação dos “Colóquios” de Garcia de Orta acaba por ser feita
pelo notável botânico francês Charles de l´Écluse, também conhecido por
Clúsio, que numa versão mais resumida, em latim, torna aquela obra
acessível a toda a Europa culta dessa época. Posteriormente, em 1581,
quando se encontrava em Inglaterra, Clúsio conhece o “Tractado de las
Drogas y Medicinas de las Índias Orientales”, publicado pelo português
Cristóvão da Costa e que ele, igualmente, acaba por traduzir para latim e
publicar, pela primeira vez, em 1582.
Não se limitaram, evidentemente, à flora da África e da Índia, as
contribuições numerosas que os portugueses trouxeram para o
conhecimento dos fármacos. De destacar, também, a que foi dada ainda no
11
século XVI pelos Jesuítas, na divulgação dos medicamentos usados pelas
populações indígenas do Brasil. Por exemplo, o padre José de Anchieta
refere as propriedades anti-sépticas e cicatrizantes do bálsamo copaíba.
A partir da publicação, em 1673, da “Histoire géneral des Drogues”
pelo farmacêutico Pierre Pomet, as Universidades encorajam o estudo das
plantas medicinais e das aromáticas, através da criação de jardins
botânicos, alguns dos quais destinados, exclusivamente, à cultura de
plantas para aplicação no tratamento de doenças.
Depois deste período, outras plantas e produtos medicinais exóticos
aparecem na Europa. Por exemplo, dentro das aromáticas, a baunilha,
descoberta pelos espanhóis no México, só apenas em 1721 é incluída na
“London Farmacopeia”.
No entanto, nos finais do século XVIII, entra-se num novo período
do conhecimento com o isolamento dos constituintes das plantas. Foram os
trabalhos do sueco Scheele (1742-1786) que deram início a esta nova etapa,
ao isolar, de plantas aromáticas, a cânfora e o timol, na sua farmácia de
Koping.
6 - EVOLUÇÃO NOS TEMPOS MODERNOS
A caracterização botânica das espécies vegetais com actividade
farmacológica e o estudo da sua composição química com isolamento,
identificação e dosagem dos seus constituintes é uma das características da
fitoquímica moderna.
A correcta caracterização botânica de uma planta continua a ser
fundamental, pois sem esta não há estudos químicos e fisiológicos válidos
para a espécie vegetal em estudo. As plantas aromáticas nas últimas
décadas têm sido submetidas a intensos estudos químicos e farmacológicos,
que deram a conhecer ou a confirmar a sua actividade, ou a de alguns dos
seus constituintes.
O desenvolvimento da química analítica, designadamente, através
dos modernos métodos cromatográficos, espectrométricos, e
radioimunológicos, apoiados em aparelhos cada vez mais sofisticados, tem
permitido um melhor conhecimento da composição química das plantas
aromáticas e da estrutura dos seus componentes activos.
Consequentemente, hoje há um maior controlo na qualidade, com uma
intervenção mais precisa nos aspectos relacionados com a sua obtenção,
cultura, colheita, preparação e armazenagem e também, sobre os processos
industriais que envolvem o isolamento dos seus compostos activos.
Nos últimos quarenta anos, graças aos progressos alcançados nos
métodos analíticos, os conhecimentos sobre as plantas aromáticas foram
consideravelmente aumentados. Bastará consultar as revistas da
especialidade, para nos apercebermos do elevado número de novos
12
constituintes isolados, dos estudos farmacológicos e das referências aos
mecanismos que envolvem a bioformação desses constituintes no vegetal.
Mesmo tendo em conta toda a investigação até agora realizada, esta
acaba por ser uma pequena parte do que, até ao momento, ainda está por
fazer, já que é grande o número de plantas aromáticas ainda não estudadas,
tanto no sentido de uma utilização directa, como da obtenção de novos
constituintes activos, ou, muito simplesmente, de novas moléculas que
possam servir para preparar por semi-síntese compostos
farmacologicamente activos.
É certo que, a nível mundial, algumas das espécies ainda não
investigadas, química e farmacologicamente, pertencem ao arsenal
fitoterapêutico, que o homem utilizou, muitas vezes, com bons resultados.
Tais medicamentos de uso popular variam, como é lógico, de acordo com a
flora existente numa determinada região climática, e cujo estudo é possível
fazer-se, ainda hoje, nas sociedades contemporâneas mais ou menos
primitivas. Tem de se pensar, que essas colecções de plantas aromáticas
tradicionalmente experimentadas no homem, hão-de conter seguramente,
algum aspecto digno de posterior investigação, não devendo, por isso,
serem postas de lado como inúteis.
A ocidentalização de muitas destas populações e o risco eminente da
perda total de tais conhecimentos empíricos, conferem ao seu registo o
estatuto de necessidade urgente. Veja-se o que se está a passar em diversas
regiões do globo, onde a rápida mudança do modo de vida de sociedades
rurais está a fazer desaparecer a sua medicina popular, que se apoia, quase
sempre, em floras muito importantes.
Países como a China, a Coreia do Norte, o Japão e países africanos,
têm feito um esforço significativo, na investigação de plantas de uso
tradicional, o que tem conduzido a resultados de alto interesse sob o ponto
de vista terapêutico e evitado a perda dessa informação.
Por outro lado, a forma alarmante como se processa, em certas
regiões, o extermínio de espécies vegetais, mesmo antes de serem
investigadas química e farmacologicamente, justifica que se conceda
prioridade a tais estudos. Vários investigadores têm feito importantes
revisões sobre o uso medicinal e efeitos tóxicos de plantas, por populações
não ocidentalizadas.
Ainda que a medicina ocidental esteja, essencialmente, orientada
para o sistema alopático, há outros métodos terapêuticos, de importância
mundial, que empregam também plantas aromáticas no tratamento das
doenças. Na maior parte dos casos, a filosofia geral em que os ditos
sistemas se baseiam, difere, significativamente, do alopático, ao fazerem
apêlo a outros efeitos não considerados na medicina clássica. É um facto
indiscutível o interesse que o mundo ocidental, principalmente nas últimas
décadas, tem vindo a mostrar pelo uso das plantas aromáticas, dos
13
respectivos extractos na terapêutica e dos óleos essenciais, constituindo, em
certas circunstâncias, uma ajuda nos cuidados primários de saúde e um
excelente complemento terapêutico, compatível com a medicina clássica.
No caso dos óleos essenciais a sua utilização tanto por via externa como
interna tem vindo a aumentar, constituindo hoje a aromaterapia um ramo da
terapêutica em desenvolvimento.
O incremento que nas últimas décadas os medicamentos com plantas
aromáticas ou com os seus óleos essenciais tiveram, foi fruto de uma
investigação cada vez maior. Esta garante, para além da qualidade dos
produtos usados e do modo de preparação do medicamento, a segurança
em relação a efeitos tóxicos, o conhecimentos de efeitos secundários, de
interacções, de contra-indicações, da mutagenidade, etc. e, também, a
existência de ensaios farmacológicos e experimentação clínica que
demonstrem eficácia para este tipo de medicamentos.
Capítulo do livro “Plantas Aromáticas em Portugal – Caracterização e
Utilizações”
A. Proença da Cunha, José Alves Ribeiro e Odete Rodrigues Roque
Ed. Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa (2007).
http://antoniopcunha.com.sapo.pt

Mas afinal, o que são Óleos Essenciais?

Artigo publicado no Informativo CRQ-V, ano XI, n.º105,
novembro/dezembro/2007, págs. 06 e 07.
Os óleos essenciais são absorvidos pelo organismo humano através da pele,
da inspiração, da ingestão oral. Seus metabólitos (princípios ativos
metabolizados) são encontrados no sangue, na urina, no ar exalado, no
suor, demonstrando que o óleo essencial sofreu interação com o organismo.
Por este motivo devemos estar atentos a possibilidades de intoxicações e
reações aos seus componentes, como por exemplo as queimaduras na
derme ao ser exposta a irradiação solar após o uso de óleos essenciais
contendo furanocumarinas, presentes nos óleos de cítricos. Várias são as
metodologias utilizadas para fins de pesquisa e estudo científico, tanto in
vitro como in vivo. Em pacientes (in vivo) divide-se o grupo em: A- grupo
exposto ao tratamento com óleo essencial, B- grupo controle testado com
placebo (formulação básica sem o óleo essencial) e C-grupo tratado com
medicação alopática. Recentes pesquisas utilizando medições de RMN
(Ressonância Magnética Nuclear) da região cerebral mostram que todo o
sistema límbico é ativado durante a inalação de óleo essencial de Lavanda
Lavandula officinallis, esclarecendo porque os aromas proporcionam um
resultado tão imediato nas nossas emoções, sensações, lembranças e
recordações. Óleos essenciais específicos estão sendo utilizados no
tratamento de pacientes com problemas na área da memória e mesmo em
casos de amnésia total, Mal de Alzheimer e Demência Vascular. Em 2004, o
Prêmio Nobel de Medicina em Fisiologia foi concedido a dois cientistas,
Richard Axel e Linda B. Buck, por suas descobertas sobre os receptores
odoríficos e a organização cerebral do sistema olfativo, o que mostra a atual
importância desta área para a ciência. Outro fato interessante, em se
tratando dos óleos essenciais, é que a sua atuação e aroma depende tanto
da presença dos componentes majoritários, que estão em alta concentração
na mistura total (20% a 80%), como dos minoritários e mesmo os que
estão em níveis de traços (0,01%). Saiba que para se obter 300 mililitros
de óleo essencial de Rosa damascena necessitamos de 1000 Kg (1
tonelada) de pétalas oriundas de plantação sem a utilização de agrotóxicos,
justificando o elevado custo do óleo essencial. Entendo que temos um belo
trabalho a continuar realizando, e também estarmos atentos para não
permitir que os produtos falsificados, com baixo custo, que por vezes
podem ser encontrados nas gôndolas de lojas com artigos populares
enganem perigosamente os leigos.

Dicionário de Plantas Medicinais Português-Inglês

Dicionário de Plantas Medicinais Português-Inglês

A (94) B (31) C (91)
D (10) E (35) F (17)
G (37) H (13) I (6)
J (13) K (5) L (24)
M (50) N (14) O (8)
P (42) Q (4) R (17)
S (19) T (21) U (15)
V (8) W (1) Y (3)
Z (2)

LA CURA DEL SIROPE DE SAVIA

segunda-feira, 16 de abril de 2012

  Es el tratamiento ideal para desintoxicar el organismo. No se trata ni de un medicamento ni de una forma de alimentación, sino de una cura a base de zumo de limón y Sirope de Savia que proporciona al cuerpo la posibilidad de recuperarse, aumentar sus defensas, liberar depósitos grasos en exceso y producir nuevos anticuerpos, conservando el bienestar general y la plena capacidad de rendimiento. No es un tratamiento para una enfermedad en concreto, pero puede ser una buena terapia para un gran número de patologías como las alergias, asma, afecciones dermatológicas o ginecológicas, hipertensión, artritis, reumatismo, estreñimiento, etc. Durante la cura con el Sirope de Savia el cuerpo se abastece de todos los nutrientes necesarios y el metabolismo se ve reforzado. Si no se tiene experiencia sera importante la consulta o consejo con un profesional medico o terapeuta especializado sobre todo si la persona que decide realizar la cura ha estado medicada o tiene un sobrepeso excesivo o enfermedades graves
DIFERENTES TIPOS DE ARCE (GRADOS A,B,C)
Él autentico Sirope de Savia está compuesto por la savia de arce grado C + de cultivo biológico certificado y de la savia de palpa obtenida de palmeras que crecen en plena selva trópica. La savia de arce C+ proviene de los vastos bosques de arce del norte de América, donde los indios ya conocían el arte de extraer de este árbol su dulce savia y preparare con ella el sirope.  Para la cura se utiliza únicamente la más rica cosecha de arceC+, éste corresponde a la última y más rica cosecha del arce. El sirope de palma contiene la cantidad de sodio y potasio necesaria para el funcionamiento de las células a la vez que facilita la desintoxicación del organismo. Con la mezcla de las dos sabias en la proporción correcta obtenemos el Sirope de Savia muy rico en oligoelementos y otros nutrientes que garantizan el éxito de la cura, al suministrar junto con zumo de limón proporciona al organismo todo lo necesario para el buen funcionamiento del organismo durante los  días que dura la cura. Se recomienda usar el autentico Sirope de Sabia mezcal de las dos savias por su equilibrada composición en minerales y azúcares y por su cuidadosa elaboración. , No contiene conservantes, colorantes ni aditivos químicos El Grado A se obtiene de la primera fase de la cosecha como su letra indica la cantidad de azucares es mucho más elevada en detrimento de los oligoelementos El grado B tiene una calidad intermedia ente A y B siendo de mayor calidad en oligoelementos que en tipo A pero inferior que el tipo C.

EL LIMON


Todas las sustancias extrañas y nocivas que se alojan en el cuerpo serán erradicas a través de la ingesta de limón, pues el efecto que produce su jugo es totalmente desintoxicante y purificador. El limón combate las impurezas de la sangre nivelando de modo natural e implacable el regular funcionamiento de los órganos. Puede disolver sustancias duras alojadas en los órganos y que causan dolores y enfermedades difíciles de curar.
La acumulación de sustancias extrañas en el organismo produce acidificación y corrompe el normal funcionamiento del mismo, por lo que el limón es un excelente regulador en muchos casos de enfermedades.
Además, el limón es terriblemente eficaz contra microbios y ciertos virus. Aún queda mucho por descubrir acerca del jugo del limón para tratar enfermedades rebeldes, pues en combinacion con otras sustancias curativas, el limón podria ser de mucha ayuda.
Es conveniente e inteligente hacer una cura de limones una vez al año, para precaverse de enfermedades. Lo que es importante es que una vez que se hace una cura de limones, se abstenga por un tiempo de volver a consumirlos, pues su acción es muy poderosa y continua. Por lo que es muy importante saber marcar el límite de la cura con limones.
El limón destruye los microbios en pocos minutos, por lo que se reconoce en esta fruta un poder bactericida muy alto. En la actualidad el ácido ascorbico está presente en diversos medicamentos, por su probada eficacia para mantener alto el sistema inmunológico. Además, es el limón que concentra muchisima cantidad de vitamina C, tan necesaria en épocas de frío contra resfrios y enfermedades reumáticas. Existen otras frutas que contienen alto porcentaje de vitamina C, como por ejemplo el kiwi, pero el limón posee ciertas sustancias que hacen de su jugo un complemento ideal y fantástico para el tratamiento de estas enfermedades.
Antiguamente, se utilizaba el limón para curar heridas producidas en la guerra, envolviendo a la herida con gasas empapadas en jugo de limón, además el paciente debía consumir bastante jugo de limón para ayudar a la cura. Por supuesto esto no es necesario en la actualidad, ya que esas son formas aisladas y dolorosas, pero cabe ilustrar para demostrar la eficacia del jugo de limón.
PIMIENTA DE CAYENA
Se le atribuyen propiedades estimulantes, digestivas, cardiovasculares y desinfentante, también contiene vitaminas del grupo B,  ayuda a deshacer las flemas o mucosidades que hay en el organismo, es muy caliente por lo que se debe usar con moderación, en la combinación con el Sirope de Savia se añadira una pequeña cantidad para no generar demasiado calor.

DISTINTAS FORMAS DE REALIZAR LA CURA  La autentica cura se basa en la milenaria terapia del ayuno, Ayunar significa vivir durante un tiempo determinado de las propias reservas. Ayuno no significa pasar ‘hambre’. Mientras se realiza el ayuno el cuerpo aprovecha para deshacerse de los detritus, toxinas y grasas superfluas que han ido acumulando en el organismo permitiendo a los órganos regenerarse y reactivar así su funcionamiento, potenciando las facultades mentales, concentración y memoria. La cura completa dura de siete a diez días en los cuales sólo debe ingerirse el preparado de Sirope de Savia de palma y arce, ningún otro alimento. Cada día se tomarán de seis a diez vasos grandes del preparado uno cada dos horas aproximadamente. Se completa con una infusión laxante suave antes de la primera toma del día y otra antes de acostarse. Además de abundante agua se recomienda tomar dos tazas al día de la infusión Depurbal composición bien equilibrada de 8 plantas de cultivo biológico y que ayudara a reforzar el ayuno la función de los principales órganos de eliminación.
Después de la cura se debe hacer una transición alimenticia correcta de dos a tres días con fruta, caldos vegetales, etc., se recomienda continuar con unas sanas bases de nutrición, también resulta beneficiosa la cura reconstituyente del polen Apical activo durante el mes siguiente a la cura que es un polen microfinamente abierto para facilitar la completa absorción de todos sus componentes.
SEMIAYUNO
Mientras dormimos ayunamos es decir no ingerimos alimentos y dejamos que nuestro organismo se regenere, purifique y recupere la energía consumida en gran parte durante la digestión y asimilación de alimentos. Con el desayuno interrumpimos el proceso de recuperación y autolimpieza del ayuno nocturno. El propósito del semiayuno es el de prolongar este período de ayuno nocturno, sustituyendo el desayuno y o cena por dos o tres vasos de savia limón y agua ofreciendo así al organismo más tiempo para su descanso y recuperación. Para que el semiayuno sea más eficaz conviene suprimir los siguientes alimentos pro su contenido en toxinas que retrasan la acción depurativa: Sal, embutidos, carnés r rojas, fritos, pan blanco, harinas refinadas, café, alcohol, bebidas carbónicas, lácteos etc. El semiayuno se recomienda como preparación para aquellas personas que deseen llevar a cabo la cura completa y para las que no se sientan preparadas para hacerla pero quieran reducir peso y mejorar sus salud.

Ômega 3 - Óleo de Peixe



A importância do Ômega-3 na capacidade mental



O cérebro humano representa apenas 2% do nosso peso total, mas usa aproximadamente 20% do oxigênio consumido por todo nosso corpo quando está em repouso. Ele é um órgão complexo que só recentemente tem sido desvendado.

Você já sabe que os alimentos que comemos influenciam o nosso corpo. Mas o que você não sabe ainda é que eles podem ter muito mais do que uma simples influência no funcionamento do nosso cérebro.

O humor, a motivação e a performance mental estão intimamente ligados aos alimentos que ingerimos.Estudos mostram cada dia mais que algumas substâncias contidas em determinados alimentos podem aumentar a capacidade mental.

Mais de 20% do cérebro é constituído de substâncias gordurosas que desempenham importantes funções. A saúde do nosso cérebro depende não só da quantidade de gordura que ingerimos, mas principalmente do tipo de gordura.

A performance mental exige um tipo específico de gordura encontrado mais frequentemente em peixes, conhecidos como ácidos graxos Omega-3.

Os ácidos graxos Omega-3 são conhecidos por serem componentes fundamentais da membrana externa das células cerebrais. É através dessa membrana que todos os sinais nervosos fluem.

Então a presença de Omega-3 cria um ambiente ideal para a troca rápida de "mensagens" entre as células do nosso cérebro. Se o cérebro para de receber Omega-3, ele procura se adaptar a essa deficiência. Como consequência ele fica "preguiçoso" e as respostas passam a ser mais lentas. Quando esse comportamento é repetido dia-após-dia, o cérebro passa a encarar esse novo estado como sendo o seu novo padrão normal de funcionamento.

É aí que problemas de memória, alterações de humor e dificuldades de aprendizado podem se tornar frequentes.

Estudos mostram que o consumo regular de Omega-3 está ligado aos seguintes benefícios:

    * boa concentração;
    * boa memória;
    * motivação;
    * boas habilidades motoras;
    * boa velocidade de reação;
    * neutralização do stress;

As fontes principais de Omega-3 são os peixes de águas profundas e frias (salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha, truta) e os óleos de peixe.

Para quem não gosta ou não inclui os peixes ou os óleos de peixe no cardápio, as sementes de linhaça e o óleo de linhaça são as melhores alternativas como fonte de Omega-3.

Além de todos esses benefícios para o cérebro, o Omega-3 atua na redução dos níveis de triglicérides e consequentemente reduzir os riscos de doença do coração.

HIPERTENSÃO ARTERIAL e ÓLEO DE PEIXE -ÔMEGA 3 efeito anti-flamatório.


De 15 trabalhos antes de 1989 que revimos, 9 deles mostraram que os ácidos graxos ômega-3 realmente reduzem a pressão arterial (Knapp – 1989a). Investigações controladas de pacientes hipertensos cuidadosamente monitorados (Knapp – 1989b) e estudos de intervenção populacional (Bonaa - 1990), confirmam que boas doses de óleo de peixe reduzem a pressão arterial na hipertensão essencial.
De uma maneira geral os trabalhos escritos em países da Europa, União Soviética, África e Austrália  mostram um bom efeito dos ácidos graxos ômega-3 sobre a pressão arterial. Entretanto na América do Norte, onde as indústrias e o poder econômico ditam as suas próprias verdades científicas, os ômega-3 não mostram resultados tão benéficos, tornando quase impossível distinguir neste País os trabalhos com conflito de interesse.
Venter, pesquisador africano, em 1988 em trabalho duplo cego, controlado com placebo e cruzado tratou 25 pacientes não obesos com hipertensão arterial essencial moderada. O grupo que recebeu a suplementação com ômega-3 ( Efamol-marine 3 cápsulas 3 vezes ao dia) apresentou queda significante da pressão sistólica em 8 semanas de ingestão do ácido graxo (PA : 160/100 caiu para 140/90 mmHg). O Efamol – marine contém em 1 cápsula: 275 mg da ácido linoleico , 40 mg de ácido gamalinolenico e 20 mg de ácido eicosapentanoico. Sabe-se que somente o ácido gamalinolenico e o eicosapentanoico possuem a capacidade de diminuir a pressão arterial. O grupo que recebeu somente o ácido alfa linolenico não apresentou queda de pressão.
Parece que doses acima de 3 gramas de óleo de peixe de água gelada são necessárias para reduzir a pressão arterial de hipertensos e muito importante esta dose não altera a pressão de normotensos .
Em um trabalho tipo meta-análise, Morris pode constatar evidências de um efeito dose-resposta, isto é, maior a dose ingerida do óleo maior a queda de pressão arterial (Morris - 1993).
Kaare Bonaa, pesquisador da Noruega, estudou156 homens e mulheres com hipertensão essencial moderada não previamente tratada, de uma pequena cidade norueguesa, em estudo randomizado, duplo cego e controlado com placebo. Um grupo recebeu por 10 semanas, 6 g ao dia de uma preparação com 85% de ácido eicosapentanoico e docosahexanoico e o outro grupo recebeu 6 g ao dia de óleo de milho. A suplementação foi administrada em cápsulas de 1000 mg na dose inicial de 1 g ao dia aumentando-se gradativamernte para 6 g ao dia , para melhorar a tolerabilidade ao óleo.  O óleo de peixe estava na forma etil-ester (etil-ester K85, Norsk Hydro, Oslo, Norway).
Em 10 semans a pressão sistólica caiu 4,6 mmHg (p=0,002) e a pressão diastólica caiu 3,0 mmHg (p=0,0002) no grupo que recebeu o óleo de peixe. De um modo geral a pressão arterial caiu de 145/95 para 140/92 mmHg em 10 semanas de óleo de peixe. Não houve alterações de pressão no grupo que recebeu o óleo de milho. A diminuição da pressão arterial foi maior à medida que aumentava o nível de fosfolípide ômega-3 no plasma (Bonaa – 1990).
É importante salientar que nos pacientes que comiam peixe pelo menos 3 vezes por semana os resultados foram melhores. Incluindo-se apenas homens que consumiam peixe 3 vezes por semana a queda da pressão sistólica atingiu os 11,2 mmHg e a diastólica, 5,6 mmHg. Outro fato digno de nota é que 32% dos pacientes ingerindo óleo de peixe não apresentaram nenhuma modificação da pressão arterial.
 Após 10 semanas de óleo de peixe o nível de :
ácido linoleico caiu de 275 para 220 mg/l
ácido araquidonico caiu de 107 para 94  mg/l
ácido eicosapentanoico aumentou de 45 para 115 mg/l
ácido docosahexanoico aumentou de 113 para 136 mg/l
todos gorduras saturadas, não houve modificação: de 550 para 546 mg/l
todos ácidos graxos, não houve modificação:  de 1358 para 1359 mg/l

            O autor verificou ainda que embora tanto o ácido eicosapentanoico como o  docosahexanoico são importantes para reduzir a pressão arterial o mais importante deles é o eicosapentanoico.
            Knapp em 1989, em estudo aberto em homens brancos e não fumantes mostrou que 1,8 g ao dia de ácido eicosapentanoico não interfere na pressão arterial, porém 9 g ao dia diminui a pressão sistólica em 6,5 mmHg e a pressão diastólica em 4,4 mmHg. Os resultados do trabalho de Bonaa, nos mostram que não precisamos chegar a doses tão altas. 
            Margolin em 1991 estudou 46 idosos hipertensos de um modo randomizado, duplo-cego, controlado com placebo e cruzado. O período de tratamento foi de 4 semanas com um período de "washout" de 3 semanas. Comparou 9g ao dia de óleo de peixe com 9 g de óleo de milho. O grupo com óleo de peixe recebeu 3 cápsulas de 1000mg, três vezes ao dia . Cada cápsula continha 30% de EPA, 22% de DHA e 1mg de vitamina E. A vitamina D foi removida para evitar intoxicação. No final a quantidade diária de ômega-3 administrada foi de 4,7 g/dia (52% de 9g/dia). O resultado foi muito bom: a pressão sistólica caiu 11,7 mmHg e a pressão diastólica caiu 5,4 mmHg em 4 semanas de tratamento, ambas com significância estatística.           
            Em 1991 Peter Singer, pesquisador alemão, reviu os estudos clínicos dos efeitos hipotensores dos ácidos graxos ômega-3 . De 8 estudos de pacientes com hipertensão essencial moderada  que receberam em média 5 g/dia de ômega-3 verificou que a pressão sistólica caiu em torno de 10 mmH e a diastólica, 6 mmHg. Quanto maior a pressão inicial maiores são os efeitos hipotensores. Em um estudo que durou 28 semanas a pressão sistólica reduziu 16 mmHg e a diastólica, 8 mmHg.
            Uma comparação dos efeitos hipotensores da sardinha ("mackerel")em lata com o arenque em lata, 5 g ao dia de ômega-3, por 2 semanas em trabalho randomizado e cruzado mostrou uma significante redução da pressão arterial somente com a sardinha (queda de 9 a 17 mmHg da pressão sistólica e de 3 a 11 mmHg na pressão diastólica). Lembrar que são necessárias 12 latas de sardinha para suplementar 5g de ômega-3. Outros trabalhos mostraram efeitos hipotensores com 3 latas de sardinha por semana durante meses de tratamento e outros trabalhos não mostraram nenhum efeito mesmo, com as 12 latas/dia.
          
Comparação do óleo de peixe com drogas antihipertensivas

            Em 47 pacientes com hipertensão arterial moderada após um período de 4 semanas de observação comparou-se o propranolol 80mg/dia com o óleo de peixe 9g/dia, administrados por 36 semanas sozinhos ou em combinação de ambos por 12 semanas. O resultado foi a mesma redução de pressão arterial tanto com o propranolol como com o óleo de peixe. A combinação de ambos amplifica o efeito hipotensor (in Singer-1991).
          
Modo de Ação dos Ácidos Graxos Ômega-3 na Hipertensão Arterial

   1. Síntese de eicosanoides

A explicação mais aceita sobre o mecanismo de ação dos ômega-3 na redução da pressão arterial  é a diminuição da síntese de tromboxane A2 e aumento da síntese de prostaciclinas (PGI2 e PGI3) e de tromboxane A3 (Knapp-1989). Lembremos que o tromboxane A2 é vasoconstritor e as prostaciclinas são vasodilatadoras. O  EPA da dieta é convertido em PGI3 no homem e não suprime a formação de PGI2 a partir do ácido araquidonico.
Na pré eclampsia , durante a hipertensão , já se verificou aumento da síntese de tromboxane A2. Aqui observa-se o papel favorável da aspirina diminuindo tanto a pressão arterial como os níveis de tromboxano (Meagher-1993).
            Os ácidos graxos ômega-3 diminuem a síntese de tromboxane A2 em homens com aterosclerose e em mulheres na pré eclampsia (Knapp-1986 , Schiff-1993). Nestas mulheres o ômega-3 não provoca excesso de sangramento durante o parto.

b-  Diois  derivados do ácido eicosapentanoico
Existe muito interesse no papel do citocromo P-450 produzindo epoxidos a partir do ácido araquidonico, tais substâncias são vasodilatadoras. Quantidades substanciais de compostos análogos aos epoxidos são derivados do ácido eicosapentanoico durante a ingestão de ácidos graxos ômega-3 (Knapp-1991). Na grávida hipertensa também já se apontou aumento da síntese de epoxidos derivados do ácido araquidonico (Catella-1990).

   1. Diminuição da sensibilidade à angiotensina e alterações na microcirculação

Os ácidos graxos ômega-3 diminuem a sensibilidade vascular aos efeitos da angiotensina (Kenny-1992 , Weisser-1990).
O aumento da atividade plasmática da renina observada nos pacientes hipertensos que estão ingerindo ômega-3 , assim como o alto nível de renina observado nos Esquimós pode ser interpretado como efeito homeostático contra regulatorio (Singer-1985 , Jorgensen-1986).
A melhoria da microcirculação com a diminuição da viscosidade do sangue e o aumento da flexibilidade dos eritrócitos contribuem para a queda da pressão arterial (Terano – 1983 , Cartwright – 1985).

   1. Efeito em eletrolitos: sódio, potássio e cálcio

O efeito hipotensor dos ômega-3 não pode ser atribuído somente à alteração da síntese dos produtos da ciclooxigenase (Knapp-1991 in Knapp-1996), porque esses ácidos graxos provocam aumento da excreção renal de sódio, diminuição do cálcio intracelular e aumento do potássio intracelular, fatores que levam à diminuição da volemia e ao relaxamento da musculatura arteriolar. Essas alterações também provocam menor reatividade vascular a substancias vasoconstritoras como a adrenalina e a noradrenalina.

e-  Resistência à Insulina e Insulinemia
Toft em 1995,estudou 78 pessoas hipertensas não diabéticas de forma randomizada e controlada com placebo. Dez semanas de suplementação com ômega-3 reduziu a pressão arterial, porém, não acarretou nenhum efeito sobre a tolerância à glicose ou sobre a resistência à insulina testada com sobrecarga de glicose e uma variedade da técnica do clampeamento insulinico.
Trevor também não observou efeito independente do óleo de peixe sobre a resistência à insulina e insulinemia, em obesos hipertensos que perderam peso. Neste trabalho o autor notou maior queda de peso nos pacientes com restrição calórica que usaram o ômega-3.  Verificaram no estudo queda dos triglicérides e aumento do HDL2 colesterol com diminuição do HDL3 colesterol , mantendo-se sem alteração o HDL total e o LDL total (Trevor-1999).

Conclusão

Os dados de literatura sugerem que os ácidos graxos polinsaturados ômega-3 , principalmente o ácido eicosapentanoico (EPA) possuem realmente efeito hipotensor na hipertensão essencial moderada.
É muito importante saber que o óleo de peixe interfere em vários locais do organismo ao lado de reduzir a pressão arterial e que possivelmente seja esta a razão dele diminuir o risco da doença coronariana, o que as drogas antihipertensivas não conseguem.
É chegado o momento de estudar melhor os nossos pacientes hipertensos, pois como já vimos a mudança de estilo de vida reduz a pressão arterial; drogas como a metformina que diminui a resistência da membrana à insulina reduzem a pressão arterial e os ácidos graxos ômega-3  por vários mecanismos também reduzem a pressão arterial e de fundamental importância as três estratégias diminuem o risco de coronariopatia.
A estratégia convencional aprendida na Escola e que é "ensinada" no dia a dia pelos  propagandistas de laboratório, em um curto-circuito cerebral médico pernicioso: hipertensão = droga hipotensora , deve ser revista o quanto antes.

Bicarbonato Sodico regulador del Ph

sábado, 14 de abril de 2012

EQUILIBRIO ACIDO-ALCALINO EN EL ORGANISMO
Sabías que en el año 1931 un científico recibió el premio Nobel por descubrir la CAUSA PRIMARIA del cáncer?
Este fue el señor: Otto Heinrich Warburg (1883-1970). Premio Nobel en 1931 por su tesis “la causa primaria y la prevención del cáncer”
Según este científico, el cáncer es la consecuencia de una alimentación antifisiológica y un estilo de vida antifisiológico…
¿Por qué?…porque una alimentación antifisiológica (dieta basada en alimentos acidificantes y sedentarismo), crea en nuestro organismo un entorno de ACIDEZ
La acidez, a su vez EXPULSA el OXIGENO de las células…
El afirmó: “La falta de oxígeno y la acidosis son las dos caras de una misma moneda: cuando usted tiene uno, usted tiene el otro”. “Las substancias ácidas rechazan el oxígeno; en cambio, las substancias alcalinas atraen el oxígeno ”
Ó sea que en un entorno ácido, si o si es un entorno sin oxígeno… y el afirmaba que “Privar a una célula de 35% de su oxígeno durante 48horas puede convertirlas en cancerosas.” Según Warburg “Todas las células normales tienen un requisito absoluto para el oxígeno, pero las células cancerosas pueden vivir sin oxígeno – una regla sin excepción.”
y también: ” Los tejidos cancerosos son tejidos ácidos, mientras que los sanos son tejidos alcalinos.”
En su obra “El metabolismo de los tumores” Warburg demostró que todas las formas de cáncer se caracterizan por dos condiciones básicas: la acidosis y la hipoxia (falta de oxígeno).
También descubrió que las células cancerosas son anaerobias (no respiran oxígeno) y NO PUEDEN sobrevivir en presencia de altos niveles de oxígeno; En cambio, sobreviven gracias a la GLUCOSA siempre y cuando el entorno este libre de oxigeno…
Por lo tanto, el cáncer no seria nada mas que un mecanismo de defensa que tienen ciertas células de el organismo para continuar con vida en un entorno ácido y carente de oxigeno…
Resumiendo: Células sanas viven en un entorno alcalino, y oxigenado, lo cual permite su normal funcionamiento Células cancerosas viven en un ambiente extremadamente acido y carente de oxígeno

ANTES DE SEGUIR:

Una vez finalizado el proceso de la digestión, los alimentos de acuerdo a la calidad de proteínas, hidratos de carbono, grasas, minerales y vitaminas que otorgan, generaran una condición de acidez o alcalinidad al organismo.
El resultado acidificante o alcalinizante se mide a través de una escala llamada PH, cuyos valores se encuentran en un rango de 0 a 14, siendo el PH 7 un PH neutro.
Es importante saber cómo afectan la salud los alimentos ácidos y alcalinos, ya que para que las células funcionen en forma correcta y adecuada su PH debe ser ligeramente alcalino. En una persona sana el PH de la sangre se encuentra entre 7,40 y 7,45. Tener en cuenta que si el ph sanguíneo, cayera por debajo de 7, entraríamos en un estado de coma próximo a la muerte.
Entonces, que tenemos que ver nosotros con todo esto?
Analizando la alimentación promedio:
Alimentos que acidifican el organismo:  #Azúcar refinada y todos sus productos (el peor de todos: no tiene ni proteínas ni grasas ni minerales ni vitaminas, solo hidratos de carbono refinados que estresan al páncreas. Su PH es de 2,1, o sea altamente acidificante)
#Carnes (todas)
#Leche de vaca y todos sus derivados
#Sal refinada
#Harina refinada y todos sus derivados (pastas, galletitas, etc.)
#Productos de panadería (la mayoría contienen grasas saturadas, margarina, sal, azúcar y conservantes)
#Margarinas
#Gaseosas
#Cafeína
#Alcohol
#Tabaco
#Medicinas
#Cualquier alimento cocinado (La cocción elimina el oxigeno y lo trasforma en ácido)  inclusive las verduras cocinadas.
#Todo lo que contenga conservantes, colorantes, aromatizantes, estabilizantes, etc.
En fin: todos los alimentos envasados.
Constantemente la sangre se encuentra autorregulándose para no caer en acidez metabólica, de esta forma garantiza el buen funcionamiento celular, optimizando el metabolismo. El organismo debería obtener de  los alimentos las bases (Minerales) para neutralizar la acidez de la  sangre de la metabolización , pero todos los alimentos ya citados, aportan muy poco, y en contrapartida Desmineralizan el organismo (Sobre todo los refinados)
Hay que tener en cuenta que en el estilo de vida moderno, estos alimentos se consumen 5 veces por día los 365 días del año!!!
Curiosamente todos estos alimentos nombrados, son ANTIFISIOLÓGICOS!!…Nuestro organismo no esta diseñado para digerir toda esa porquería!!!
Alimentos Alcalinizantes
#Todas las verduras Crudas (algunas son ácidas pero dentro del organismo tienen reacción alcalinizante, otras son levemente acidificantes pero consigo traen las bases necesarias para su correcto equilibrio) y crudas aportan oxigeno, cocidas no.
#Frutas, igual que las verduras, pero por ejemplo el limón tiene un PH aproximado de 2.2, pero dentro del organismo tiene un efecto altamente  alcalinizante (quizás el más poderoso de todos). Las frutas aportan saludables cantidades de oxigeno.
#Semillas: aparte de todos sus beneficios, son altamente alcalinizante como por ejemplo las almendras.
#Cereales integrales: El único cereal integral alcalinizante es el Mijo, todos los demás son ligeramente acidificantes pero muy  saludables!..Todos deben consumirse cocidos.
#La miel es altamente alcalinizante.
#La clorofila de las plantas (de cualquier planta) es altamente alcalinizante (sobre todo el aloe vera).
#El agua es importantísima para el aporte de oxigeno “La deshidratación crónica es el estresante principal del cuerpo y la raíz de la mayor parte de las enfermedades degenerativas” afirma el Dr.  Feydoon Batmanghelidj
#El ejercicio oxigena todo tu organismo, el sedentarismo lo desgasta.
El Doctor George w. Crile, de Cleverand, uno de los cirujanos más importantes del mundo quien declara abiertamente: dijo: “Todas las muertes mal llamadas naturales no son más que el punto terminal de una saturación de ácidos en el organismo” Contrario a lo anterior es totalmente imposible que un cáncer prolifere en una persona que libere su cuerpo de la acidez, nutriéndose con alimentos que produzcan reacciones metabólicas alcalinas y aumentando el consumo del agua pura; y que, a su vez, evite los alimentos que originan dicha acidez, y se cuide de los elementos tóxicos. En general el cáncer no se contagia ni se hereda…lo que se hereda son las costumbres alimenticias, ambientales y de vida que lo producen.”
Mencken escribió: “La lucha de la vida es en contra de la retención de ácido”. “El envejecimiento, la falta de energía, el mal genio y los dolores de cabeza, enfermedades del corazón, alergias, eczemas, urticaria, asma, cálculos y arteriosclerosis no son más que la acumulación de ácidos.”
El Dr. Theodore A. Baroody dice en su libro “Alkalize or Die” (alcalinizar o morir): “En realidad no importa el sin número de nombres de enfermedades. Lo que sí importa es que todas provienen de la misma causa básica…muchos desechos ácidos en el cuerpo!”.
El Dr. Robert O Young dice: “El exceso de acidificación en el organismo es la causa de todas las enfermedades degenerativas. Cuando se rompe el equilibrio y el organismo comienza a producir y almacenar más acidez y desechos tóxicos de los que puede eliminar, entonces se manifiestan diversas dolencias.
¿Y la quimioterapia ? No voy a entrar en detalles, solamente me voy a limitar a señalar lo obvio: La quimioterapia acidifica el organismo a tal extremo, que este debe recurrir a las reservas alcalinas de forma inmediata para neutralizar tanta acidez, sacrificando bases minerales (Calcio, Magnesio, Potasio) depositadas en huesos, dientes, uñas, articulaciones, uñas y cabellos. Es por ese motivo que se observa semejante degradación en las personas que reciben este tratamiento, y entre tantas otras cosas, se les cae a gran velocidad el cabello.
Para el organismo no significa nada quedarse sin cabello, pero un PH ácido significaría la muerte.
En necesario decir que esto no se da a conocer porque la industria del cáncer y la quimioterapia son uno de los negocios mas multimillonarios que existen hoy en día?
En necesario decir que la industria farmacéutica y la industria alimenticia son una sola entidad?
¿Te das cuenta lo que significa esto?
Cuantos de nosotros hemos escuchado la noticia de alguien que tiene cáncer y siempre alguien dice: “y si… le puede tocar a cualquiera…”
A cualquiera? La ignorancia, justifica… el saber, condena.
Que el alimento sea tu medicina, que tú medicina sea el alimento: Hipócrates
ALCALINIZACIÓN DEL INTESTINO con BICARBONATO SÓDICO
1. ½ cucharadita (tamaño moka)  en un vaso de agua, tres veces al día, entre comidas. Tres días.
2.  1 cucharadita (tamaño moka) en un vaso de agua, tres veces al día, entre comidas. Cuatro días.
3.  ½ cucharada sopera en un litro de agua para tomar a lo largo de una semana en tres traguitos diarios entre comidas.
4.  1 cucharada sopera en un litro de agua para tomar durante dos semanas en traguitos por la noche.
Estas son las dosis de bicarbonato para una persona entre 50 y 70 kg de peso.
Se repite una vez al año.

 

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